quarta-feira, 28 de julho de 2010

Alternativas Sustentáveis

No mundo ultramoderno em que vivemos, de invenções tecnológicas e saberes científcos a mil/hora, é difícl não se deixar envolver por todas as suas atrações momentânias e, muitas vezes, desnecessárias. Pelo que vimos nos últimos tempos, é quase impossível, na verdade, mas a ideologia do "pode ser diferente" vem tomando espaço entre as pessoas.Me chamou atenção esse semestre no Inglês os inúmeros textos que a professora nos passou para ler e debater, oitenta porcento deles era sobre tecnologia, meio-ambiente e coisas úteis e inúteis na loucura das invenções. Para mim ficou muito óbvio que o dito fantasma do aquecimento global nunca foi fantasma e sim um ser bem desenvolvido, segundo já nos provou Al Gore, e que, muitos anos depois, este parece ser o século de pôr a mão na consciência sobre o que tem sido feito de prejudicial ao meio, que entre tudo que inventamos muitas coisas são desnecessárias. Mas ainda não parece ser o século de pôr o pé no freio. É, não basta só pensar, tem-se que parar para mudar o que já é claro que está errado.
Esta semana no Jornal, ví uma matéria que me estimulou a falar desse assunto. De acordo com ela, nos laboratórios da Universidade Estadual de Londrina, pesquisadores brasileiros desenvolveram formas biodegradáveis para alguns materiais do dia a dia, que, como são muito usados, iriam agredir menos o meio ambiente. Assim, eles conseguiram transformar o amido de milho em sacolas plásticas e bandejas para serem usadas no supermercado. Esse plástico, em condições ideias no meio, se decompõe em seis meses e sua receita leva 60% de polvilho doce, poliéster e glicerol, substância que dá a textura típica do material. Solução perfeita, já que o convencional pode demorar cem anos para se degradar. O desafio dos pesquisadores agora é fazer parcerias com empresas privadas para ampliar a produção e baratear os custos. Esperamos que dê tudo certo. Para a bandejinha, os pesquisadores testam uma nova formulação, com amido e fibra de bagaço de cana, resíduo muito comum na região. A fibra a deixa mais firme e resistente às variações de umidade e temperatura. Essas experiências, com certeza, significam a mudança, não só na mentalidade da sociedade, mas também nas atitudes, o que prova que é possível sustentabilidade e desenvolvimento andarem juntos.
Com esse estímulo, conto a vocês também o que dizia alguns dos textos que a professora do Inglês passou. Um deles nos faz pensar se tudo o que temos, inventamos e compramos é realmente últil. Ele faz uma lista de coisas, como cortador de ovos, tesoura com corte a laser, lápis e canetas gigantes, amassador de latinhas, suporte para prender o controle remoto ao corpo, gaseificador de refrigerantes, chaleira só para fazer chá, lixa de unhas elétrica, secador de toalhas, entre tantas outras coisas inúteis que a indútria produz e nós, nos achando muito espertos, compramos. Depois de um tempo, não muito longo, jogamos no fundo das gavetas. Lógico que algumas dessas coisas nunca cheguei a ver aqui no Brasil, mas não deixa de significar que indútrias muito fúteis de países considerados influência mundial, como os Estados Unidos, estão produzindo bugingangas e estão obtendo lucros e pedidos da sociedade consumista da qual fazemos parte. Há um outro artigo que nos ensina a ser mais criativos e a reutilizar coisas simples que temos em casa. Ele dá dicas, como pegar aquela caixa de papelão, de sapato ou resma de papel, e em vez de jogarmos fora a estilizarmos, colando figuras recortadas de revista, fotos, ou mesmo pintando-a. Em pouco tempo um papelão que iria para o lixo e entulharia mais o meio virará um porta revistas, um lixeirinho ou um porta treco; fiz isso e ficou muito legal. A quem mora em lugares frios, ele diz para, em vez de ligar o aquecedor elétrico, colocar cortinas mais espessas e quentes nas janelas, vedar as entradas de ar e usar a manta, ou ligar a lareira. Além de criar um clima romântico e aconchegante você irá economizar energia e ajudar o meio ambiente. Outras dicas, como usar da video conferência em programas fáceis e gratuitos como o Skype, pode economizar combustível na resolução de coisas simples; fazer um rodízio de caronas com colegas que morem perto de você ou que tenham o mesmo caminho que o seu é uma economia no bolso de ambos, melhora no tráfego da cidade e redução no uso de combustíveis fósseis; desligar o computador, som, televisão nos botões quando não estiverem sendo usados, em vez de deixar em stand-by reduzem em média 3% na conta no final do mês e somando as contas de toda uma cidade a economia de água para produção de energia é enorme. Além disso, evite usar descartáveis, são infinitos produtos plásticos que o meio levará um século para decompor, até lá, milhares de enchentes como as que ocorreram no nosso estado este mês podem ser minimizadas com essa simples atitude.
As soluções criadas pela Universidade de Londrina ou as dicas dos textos de estudiosos do assunto são apenas um dos caminhos para uma vida em harmonia com o meio ambiente. Estamos apenas no começo, além de tudo que vem sendo conseguido em busca da sustentabilidade aliada ao desenvolvimento muito mais ainda precisa ser feito. O mundo inteiro sabe disso, pois, hoje, todos sentimos as consequências dos séculos de descuido com os recursos naturais. Mas alternativas como as citadas aqui nos deixam com mais estímulo de passar a diante esse ideal e de fazer a nossa parte, mesmo que pouco no contexto global, pois o que fizermos de positivo já será menos um ponto negativo nos problemas do Planeta. Assim, simples atitudes ajudam para que esse século não seja só o de colocar a mão na consciência, mas também o de pôr o pé no freio e mudar o que está errado na realidade atual.

Manuella Mirna

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