segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha Sociedade dos Poetas Mortos - descobrindo capacidades humanas

Assiti esse filme ("Sociedade dos Poetas Mortos") recentemente, confesso: ele é mais do que esperava. Quando ele acabou, fiquei sentada no sofá pensando, admirada... e tentei imaginar o que quis passar o autor do filme ao escrevê-lo... tentei imaginar se a mensagem passada por ele tinha importância, nos dias de hoje, como passou a ter para mim... Infelizmente, meu lado realista respondeu que o objetivo do autor, provavelmente, não foi disseminado à quantidade de pessoas suficientes e que nos dias de hoje sua mensagem não deveria ser vista pela maioria como algo relevante... Então, meu lado idealista, que transforma a realidade em outra melhor, disse que as grandes idéias, aquelas que mudaram concepções, crenças e valores, não foram aceitas pela maioria no começo, mas não deixaram de ser implantadas e surpreender e encantar e transformar.
No filme, a coragem, o gosto pela vida, a sensação de dominar as possibilidades a sua frente pela simples ação de dirigir seus atos no sentido de suas melhores convicções e sentimentos... a mudança que a literatura plantada com amor e ideal pode operar em mentes jovens e sem perspectivas, sem grandes sonhos ou ideiais até... tudo isso me fez acreditar mais que é possível operar metamorfoses no seu meio quando se está bem intencionado. Me fez acreditar mais na capacidade humana de lutar pelos sonhos, de emocionar, de quebrar estruturas arcaicas desnecessárias, de dizer não quando a regra cruel é o sim, de dizer sim a dignidade e a força dos ideiais. Me fez acreditar que no pouco que fazes podes imprimir tal apreço que ele se transformará em uma arma poderosa de ação na vida de outros e que é importante fazê-lo, pois outra pessoa não operará a mesma mudança que tu farias, e essa diferença, realmente, faz a diferença no final.
Acho, relevante comentar da atitude do Neil, atitude vista como heroica para uns, mas, como amante deste filme, não posso deixar de considerar minha opinião do contrário. É perceptível que a situação da época é outra e que a autoridade de um pai, na época, era algo incontestável na sociedade. Mas, mesmo assim, tento encorajar aqui que sempre temos outras alternativas e que elas podem mudar tudo. Devemos lutar por uma causa, sempre, não morrer por ela. Quando você escolhe morrer é porque não acredita que ela seja capaz de vencer antigas ideologias. Isso não é heroico, é covarde! Morrer pode até ser uma consequência da luta, mas nunca deve ser a consequência da desistência dela, pois, assim, você desacredita do que diz crer. A luta por uma causa é a maior prova de paixão, o mais bravo exemplo de aproveitar o dia, a vida e não podemos deixar que nos afoguemos nela. Por isso, Carpe Diem usando todo amor e razão de nossas capacidades humanas mais sublimes, porque o amor nos dá a vontade impulsionadora de ser feliz e a razão nos diz que podemos ser, se quisermos!

Manuella Mirna


“Fui para os bosques para viver livremente, para sugar o tutano da vida, para aniquilar tudo o que não era vida, e para, quando morrer, não descobrir que não vivi.” Henry David Thoreau



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