Manuella Mirna
"Em busca do desvio do que é normal... mudança de rota representa a sobrevivência do que é essencial..."
domingo, 29 de julho de 2012
Ciúme: o tempero do relacionamento??!
Manuella Mirna
sábado, 21 de julho de 2012
Desculpe... Mas não há com que se preocupar
Eu não sei jogar bola, nem lutar karatê - sou desastrada mesmo
Não cozinho bem e ás vezes perco o ritmo - mas faço nosso doce e componho nossas canções
Eu não curto sushimi e não gosto de ar condicionado - gosto do calor, do aconchego e do teu peito
Não jogo diablo 3 e não tenho bons reflexos - mas sei bem de outros detalhes
Eu não faço poesia concreta e não sou super fã de caetano veloso - me concentro mais nas coisas invisíveis aos teus olhos
Não sou boa com datas, nem horários, quase sempre ando atrasada - mas aprendi a Viver o tempo, e contá-lo menos
Corro demais e penso demais - é como eu entro em órbita
...
Eu sei, eu não sei ser menos. Não sou simples, nem convencional.
Eu não ser outra coisa que não eu, nem você sabe ser menos você. Admitamos, somos teimosos.
Mas pretendo ter menos ferpas e menos espinhos, menos disparos perdidos e provocações sem sentido, sem deixar de ser eu.
Esse e o objetivo da existência, sermos o melhor de nós mesmos.
...
Meu bem, não se preocupe, eu sempre vou tentar nos descomplicar, por mais que seja uma tarefa no mínimo intrigante, eu nos desafio a isso.
Não, não vinque a testa, eu sempre vou deixar fluir, por mais que nossas águas sejam torrenciais e saim derrubando tudo e inclusive uma a outra, eu te prometo, a gente se junta no final, e os dois vencem, porque se encontram, se reverenciam, se misturam, se influenciam e se fortalecem mutuamente, no mar.
Então, não há motivo para se preocupar. Não há problemas, há ondas de mar: elas se batem e batem na gente, assusta, ao primeiro choque, mas há como driba-las, há como mergulhar com calma nelas, há como dois rios se entenderem nelas, há como haver nós dois.
Manuella Mirna
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Pele, alma e papéis
Você não iria querer me ver, se eu pensasse menos,
se eu falasse menos, se eu risse menos ou mais, se eu dissesse só o que você quer, se eu fosse só o que a tua personalidade inusitada me influi...
Quem seria eu?
Eu não seria!
Talvez uma garota um pouco bonita e um tanto simpática, disposta e exata.
E só.
Não seria eu...
Não seria eu, assim, nas tuas próprias palavras: sem minha bolsa de bolinhas e meus hashis que uso pra prender cabelo... sem meus livros não lidos e meus cds antigos... sem minhas arestas a reparar, sem meus olhos de espanto e meu riso de constrangimento... sem meus comentários nerds - totalmente fora de hora - ou as curvas do meu pensamento - essas não conhecem hora... sem meu malabarismo com meu tempo ou minha cabeça cheia: de fronte séria à primeira vista, serena à segunda, enigmática à terceira... sem meu lado ostra e meu sorriso secreto, nem minhas linhas e acordes... Nada disso que você gosta em mim, nada você veria. Nada eu seria.
Você me quereria?
...
Se eu pensasse menos não seria nada de mim... Eu, em pele, alma e papéis.
Eu seria mais ou menos: 'Exata, ao seu dispor'.
E mais ou menos, meu bem, não me desculpo, eu não sou!
Manuella Mirna
Carne, alma e piano
Quando ele idealiza nossos momentos, e diz o que eu queria ouvir de você...
Mas não queria sempre.
Eu gosto das tuas palavras, dos teus argumentos, paramentos e ornamentos; e até gosto da tua voz, dos teus tons, dos teus timbres... e do que você diz ao piano... gosto do teu não... mas gosto muito do teu sim.
Às vezes, só às vezes, eu queria deixar meu pensamento falar por você.
Talvez fosse bom, seria pronto e sempre doce, seria conto de fadas...
Mas não seria você.
Quando é você, teu compasso encaixa no meu samba, com todo jeito e trejeito sem medida; quando você diz o que eu quero ouvir, não é doce... mas tem todos os gostos, tem ar de mogno... é macio e firme como teu peito, cintila como as teclas de um piano amadurecido pelo tempo... é como tem que ser: é você!
É melhor do que meu pensamento sobre você. É real, e gosto do real, dessa sintonia dissonante que há entre eu e você...
Ah, eu não troco isso nem por um romance happy ending com você, nem pela trilha sonora de um musical de jazz antigo; não troco por nada que não seja você: em limite e derivada, em verso e prosa, em grave e agudo, em sintonia e dissintonia... você, em carne, alma e piano!
Manuella Mirna
domingo, 10 de junho de 2012
...O cachimbo é de ouro
Domingo com cara de chuva, domingo com gosto de lua e cheiro de mato.
Domingo... se te pedem que vá embora, eu te peço pra ficar: entre, saia da espreita, espreguiça naquela almofada, macia e cor de casa, como tu.
Vem, domingo, espia comigo o bolo de ameixa, bebe um gole de café, conta tuas histórias de terra à volta da mesa, sem pressa de passar... se mostre, tira teu casaco, que amanhã é segunda-feira, e enquanto ela não chega, se acomode em ficar.
Manuella Mirna
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Indizível
O que dizer então, senão que sou apaixonada por você em verso e prosa; em cada rima e ritmo; em cada parágrafo; em cada palavra que te caracteriza, te faz ser, não ser e sugerir infinitas possibilidades; que sou apaixonada por você em cada metáfora que tenta te descrever sem sucesso, explicando o indizível...
Mas principalmente, sou apaixonada por você nas palavras que não são ditas, aquelas que só os teus olhos podem me dizer, e só a mim.
E é no brilho do teu olhar que eu encontro o que nem as palavras podem dizer... Ainda bem.
Manuella Mirna
Nossa eternidade
Mas para mim basta que sejas.
Eu soube,
"Somos eternos por sermos finitos."
É assim com os momentos.
Com os nossos momentos.
Mas mesmo que eles sejam breves,
Eu procurarei outros,
Para preencher toda a extensão dos nossos dias,
Os de agora e os de amanhã.
Porque no nosso mundo, te vejo entrando por um tapete, linda, enquanto eu te espero para ficar comigo; te vejo dormindo enquanto penso que não precisa esforço para me apaixonar por você todos os dias; vejo nossas brigas quase inevitáveis serem esquecidas facilmente, e às vezes não; me vejo feliz amanhã e em todas as minhas memórias futuras, onde você está; te vejo declarar o amor de várias formas, principalmente sem nenhuma palavra; e sei que vou estar bem, mesmo na confusão que somos nós, sem esperar pelo momento seguinte, porque não contamos as horas quando há felicidade.
Manuella Mirna
O que é mesmo?
Tantas vezes quem você acha que combina com você é um quadro sem profundidade.
Inúmeras vezes você espera pelas próximas oportunidades, pelo ano que vem, pelo tal momento certo...
Mas quem dirá o momento certo se você não sai do lugar?
Quanto se tem que esperar até a próxima chance?
Quem dará o primeiro passo senão você mesmo?
Manuella Mirna
O amor é filme...?
Amar é ser finalmente você.
Nunca forcem uma compatibilidade perfeita. Nem sempre o que parece perfeito o é.
Amor é algo que não se testa, se sabe, se sente quando se encontrou.
Manuella Mirna
Rasgando o embrulho
Devíamos tratar nossos dias assim...
As crianças pegam um presente, rasgam o embrulho com entusiasmo e passam o dia agarradas com ele. Os adultos perderam essa sensação.
Se todos fossem crianças ao abrir o presente diário, que é a vida, todo dia, ao nascer do sol, haveria mais sorrisos no mundo.
Manuella Mirna
terça-feira, 24 de abril de 2012
O fantasma se rende
Perguntei sobre Goiânia - detalhes que um nativo saberia; perguntei de seu filho, a doença dele e o olhar do menino frente a tudo isso - paisagens que só um pai saberia.
Parei aí.
Ele soube tudo me narrar, com a fidelidade de uma criança, com a proeza de um nativo, com o olhar amoroso e dolorido de um pai.
Sem chance para uma parte de mim. Aquela parte, que atende por 'fantasma da minha desconfiança', que me assombra por vários segundos, que sempre me ameça perder o mais belo e singelo da vida... ela, se convenceu e deixou a mansão por um belo instante, talvez sem hora pra voltar, quem sabe talvez não volte... ainda bem!
Manuella Mirna
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Em qual fila entrar?
Ví esta notícia já há um certo tempo, mas, por alguma razão, ela ainda é atual e será por um bom tempo, imagino:
"15/12/2011 20h47 - Atualizado em 15/12/2011 20h48
Usuário sai de casa sete horas antes para garantir iPhone 4S
(fulano) já espera para comprar o aparelho em São Paulo. Novo iPhone começa a ser vendido à 0h desta sexta-feira (16).
Ele diz que tem um iPhone 4, mas só conseguiu comprar o aparelho uma semana depois do lançamento no país, porque já havia esgotado. Com o iPhone 4S, ele afirma que não quis correr esse risco. O desenvolvedor diz ter vários aparelhos da Apple: um MacBook Pro, um iPad 2, um iPod Nano e um iPhone. Além disso, (fulano) relata ter comprado um smartphone com o sistema Android, do Google, há três meses. “Vou vender assim que comprar o iPhone 4S, porque ele é muito lento”, disse."
É né... Boa motivação.
Ok, isso não foi uma ironia.
Não sou contra a tecnologia, não saio por aí dizendo que devemos voltar à tv preto e branco, ao teleférico ou mesmo às cavernas. Não.
Cada época histórica tem seu desenvolvimento e é bom que seja assim. Muitas boas mudanças são feitas na vida individual e em sociedade por conta da tecnologia, e de qualquer outra forma de avanço.
Mas não nego, achei no mínimo curioso a motivação, a espera, a pressa, a necessidade...!!! Nunca imaginei que pudesse ser tão normal e aplaudida a nossa dependência sobre os brinquedinhos modernos.
Também não escondo o espanto quando lí "usuário". Palavra comum né?! Mas que me lembrou a expressão "usuário de drogas". Tudo bem, desculpe se estiver exagerando, mas me parece que nós passamos, sem perceber, de cidadãos para consumidores para "usuários" (viciados em novidades de consumo hi-tech).
Não quero boicotar os iPhones, smarts, tablets, ou seja lá o que venha... Só me chama atenção a espera ansiosa que se vê por aí pelos apetrechos tecnológicos; e a fila formada para a compra do iphone da notícia; e a lotação que ví durante a primeira semana da loja da Apple, aqui, no shop Recife; e a certa competição que vejo pelas ruas, do tipo "nossa, esse seu mp3 é uma relíquia, vê só esse meu mp16..." (não quero nem pensar o que ela diria do meu celular!). E muito mais me assombra o fato oculto a tudo isso: a segregação social de quem não tem acesso à alta tecnologia.
Infelizmente, isso não é um tema de redação de vestibular somente, não pára nos estudos para o Enem ou nas discussões clichês de época de campanha, é uma realidade: o desenvolvimento tem criado vários lados da mesma moeda, um deles é, sem dúvida, o aumento das diferenças e preconceitos sociais.
Não vou inflamar mais um texto, aqui é mais uma conversa de jardim... Para que nós todos pensemos um pouco mais na parte de SER humanos, para que a gente não automatize os nossos atos, se deixe levar pelos desejos da multidão, pela opinião do senso comum, pelos ditames do mercado... Para que a gente não perca o questionamento natural da parte de sermos seres PENSANTES, para que não vire modismo o "não-diálogo", para que não seja tachado de "viajado" aquele que levanta o dedo e diz não concordar.
Não acho que boicotar a hi-tech seja a solução. Mas acredito que precisamos ir menos pelas marcas, modas, marketing e coisas do tipo; que precisamos perceber os limites aceitáveis de cada situação: até onde é saudável um "luxo" e até onde esse "luxo" virou nossa prioridade, até que ponto ele nos determina, define e completa... Somos mais ou menos por sermos Nike, Apple ou Volvo? Acho que não.
Fica a dica: se fôssemos um poco mais competitivos e influenciáveis para ouvir mais o outro, ter mais paciência, sermos mais gentis, sentir mais, compreender mais, fazer mais e melhor... Enfim, se fôssemos alvos-fáceis também para pegar a moda do bom exemplo, no dia de amanhã o Sol brilharia mais forte e os sorrisos seriam menos materialistas, seriam dados sem medo ou pretensão, seriam dados de graça.
Manuella Mirna
quinta-feira, 22 de março de 2012
O dia de quem é "Up"
segunda-feira, 5 de março de 2012
Contando letras, escrevendo números

E então, entre duas pessoas, diferentes, confrontantes, tal como as letras e os números, se descobrem pontos únicos e mágicos, aparentemente irreconciliáveis, mas perfeitamente encaixáveis. Até que se percebe que as pequenas divergências alimentam o interesse, para não se deixar perder tal relação rara. E as convergências, que se acreditava não existir, mas são muitas, provam a afinidade um do outro, impedindo a fuga quando a tensão se fizer presente. No no fim, só sobra a inevitável união...
Então, fugir da tensão inevitável entre qualquer bela diferença é perder o espetáculo que se segue, sempre pronto a abrir-se em mil significados.