Domingo: um pingo na janela, um sorriso à espera, o sol que ameaça não vir.
Domingo com cara de chuva, domingo com gosto de lua e cheiro de mato.
Domingo... se te pedem que vá embora, eu te peço pra ficar: entre, saia da espreita, espreguiça naquela almofada, macia e cor de casa, como tu.
Vem, domingo, espia comigo o bolo de ameixa, bebe um gole de café, conta tuas histórias de terra à volta da mesa, sem pressa de passar... se mostre, tira teu casaco, que amanhã é segunda-feira, e enquanto ela não chega, se acomode em ficar.
Manuella Mirna
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