O vento passa.
E ele quer levar tudo.
Tudo que não pertence mais a você,
tudo que não se encaixa mais em você e na sua história,
Embora!!
Então, deixe o vento levar.
Deixe que fique só o que é bom, belo e sólido!
Solte as amarras do seu passado,
das coisas que não constroem,
do que não te leva pra frente,
do que te faz perder tempo,
do que não cabe em você,
dos maus hábitos,
das falsas amizades,
das superficialidades da vida,
do que não faz bem as pessoas que te amam...
Enfim, se concentre no seu presente!!!
Em tudo de lindo que a vida trouxe até você!
perceba o quanto você é sortudo,
porque a vida espera o momento certo pra te trazer as coisas e as pessoas certas,
o momento em que você poderia cuidá-las e valorizá-las.
Esse momento é hoje!
Cuide do que te faz bem,
do que é raro,
do que é seu e só seu,
do que sonhaste sempre,
do que te promete um futuro belo e planta diariamente um presente assim.
E, então, feito isso, se concentre também no trabalho diário para construir seu futuro tão desejado!
Mas lembre-se, para quem acha que o momento de hoje ainda não está como deseja, tenha paciência e faça sua parte. Talvez lá na frente você perceba que o que tens já é exatamente o que precisas. Ou então, a vida está indo aos poucos, de dose em dose, para te dar aquilo que almejas.
Dê valor a quem te dá valor e valorize sua vida!
Manuella Mirna
"Em busca do desvio do que é normal... mudança de rota representa a sobrevivência do que é essencial..."
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Nossa saudade
Bem meu, saudade...
Saudade do teu braço, do teu abraço, do teu ninho...
Do teu olhar, daquele teu olhar apaixonado, daquele teu olhar travesso...
Dos teus sorrisos...
Saudade do suspiro apaixonado e da fluência natural que temos juntos...
O tempo passa tão rápido quando estamos juntos, e se eu pudesse eu pausava o mundo com você...
Porque quero contigo meu agora e meus sonhos.
Porque contigo eu sinto eco na minha forma de ver o mundo, és meu espelho, em moldura, formas e ângulos diferentes dos meus, mas a mesma imagem refletida, a mesma essência.
E assim, contigo, a magia que eu enxergo na vida toma uma forma e um sentido mais colorido.
Tu me vês e me entende. O que não entendes, colocas os meus óculos e buscas apreender com teus olhos.
O mesmo faço contigo: te olho e te compreendo, me admirando e me encantando com teu jeito de sentir a vida.
Às vezes nos esforçamos mais, e buscamos ver o mundo pelo ângulo de cada um, pela forma diferente do espelho de cada um. Mas tudo flui, como sempre, vendo pelos olhos um do outro passamos a enxergar melhor o que não compreendiamos, e tudo serena, porque somos a mesma imagem, a mesma essência, que se olha e se reflete em um espelho com outra forma e ângulo.
Saudade de ti...
Mas como é bom sentir saudade de alguém que é tão lindo e especial...
Não me sinto triste longe de você, a saudade vem e nela eu me aninho, pois estamos perto um do outro, você está em mim e eu sei que estou em ti!
Eu te amo.
Manuella Mirna
M&H
sábado, 7 de setembro de 2013
Se é Amor...
Tantos medos, tantas inseguranças, tantas teorias criadas para me proteger...
Pelo que não valia a pena fechei portas até mesmo para o que vale...
Tanta reserva em amar para não sofrer, em não se entregar para não me perder, em não te ter para nunca ter que te perder...
Ando cansada de todo esse meu manual de sobrevivência, que teima em me impedir de viver, justo agora que vale a pena, em plenitude meus sentimentos e sonhos, me impede de viver de A a Z e de 1 a infinito o que sinto por você, o que vejo em você, o que quero para nós dois.
A verdade é que se eu pudesse... ah, se eu pudesse...
Eu empacotaria teu abraço, para nunca sentir falta do teu aconchego.
Eu emolduraria teu olhar, para nunca deixar minha armadura vacilar na certeza de que amas.
Eu gravaria teu beijo, para fazer download todos os dias da nossa linda meiguice e pura malícia.
Eu pausaria o tempo quando a gente só para e olha um para outro, porque eu tenho certeza que tudo para ao redor...
Eu escreveria um livro com tudo que me falas e anotaria todas as tuas atitudes, para ensinar como a gente está sempre aprendendo sobre amar de verdade...
Eu escreveria num caderninho todas as tuas mensagens, para ler à noite antes de dormir, e sonhar com a história de amor entre meus dedos.
Feliz, que não está só nos meus dedos, está em mim, em você, em nós dois, na nossa cumplicidade, nos nossos risos travessos, nas nossas conversas sinceras, nos nossos silêncios que falam tanto do que eu preciso saber...
Meu bem, meu lindo, meu riso é tão feliz contigo...
Que isso nunca mude, só aumente, só melhore, só nos faça mais e mais feliz: é isso o que quero, para o café, almoço e jantar.
Porque se é Amor, aquele amor que te disse o que é ontem, amor de verdade mesmo, ah querido, esse nunca acaba.
S2 M&H
Manuella Mirna
Pelo que não valia a pena fechei portas até mesmo para o que vale...
Tanta reserva em amar para não sofrer, em não se entregar para não me perder, em não te ter para nunca ter que te perder...
Ando cansada de todo esse meu manual de sobrevivência, que teima em me impedir de viver, justo agora que vale a pena, em plenitude meus sentimentos e sonhos, me impede de viver de A a Z e de 1 a infinito o que sinto por você, o que vejo em você, o que quero para nós dois.
A verdade é que se eu pudesse... ah, se eu pudesse...
Eu empacotaria teu abraço, para nunca sentir falta do teu aconchego.
Eu emolduraria teu olhar, para nunca deixar minha armadura vacilar na certeza de que amas.
Eu gravaria teu beijo, para fazer download todos os dias da nossa linda meiguice e pura malícia.
Eu pausaria o tempo quando a gente só para e olha um para outro, porque eu tenho certeza que tudo para ao redor...
Eu escreveria um livro com tudo que me falas e anotaria todas as tuas atitudes, para ensinar como a gente está sempre aprendendo sobre amar de verdade...
Eu escreveria num caderninho todas as tuas mensagens, para ler à noite antes de dormir, e sonhar com a história de amor entre meus dedos.
Feliz, que não está só nos meus dedos, está em mim, em você, em nós dois, na nossa cumplicidade, nos nossos risos travessos, nas nossas conversas sinceras, nos nossos silêncios que falam tanto do que eu preciso saber...
Meu bem, meu lindo, meu riso é tão feliz contigo...
Que isso nunca mude, só aumente, só melhore, só nos faça mais e mais feliz: é isso o que quero, para o café, almoço e jantar.
Porque se é Amor, aquele amor que te disse o que é ontem, amor de verdade mesmo, ah querido, esse nunca acaba.
S2 M&H
Manuella Mirna
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Conquista
Adoro suas mãos e braços, porque eles me trazem seu abraço.
E também sua boca, só porque ela me ensina seus beijos.
São lindos seus olhos verdes, mas muito mais são seus olhares de apaixonado e de atenção.
Amo tudo que me traz você, em profundidade e entrega da sua alma, do seu eterno amor.
Me conquiste todos os dias:
Me encante com palavras.
Me surpreenda nas atitudes.
Consolide o que sente por mim em cada momento eterno de nós dois.
E então serei sua para sempre e sempre.
S2 M&H
Manuella Mirna
E também sua boca, só porque ela me ensina seus beijos.
São lindos seus olhos verdes, mas muito mais são seus olhares de apaixonado e de atenção.
Amo tudo que me traz você, em profundidade e entrega da sua alma, do seu eterno amor.
Me conquiste todos os dias:
Me encante com palavras.
Me surpreenda nas atitudes.
Consolide o que sente por mim em cada momento eterno de nós dois.
E então serei sua para sempre e sempre.
S2 M&H
Manuella Mirna
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Nós(so)
Se me contassem uma história assim eu não acreditaria. Acharia fofo, lindo, ótimo pra fazer uma música á la C.Falcão e bombar no tio tube.
Mas não, não me contaram.
Eu ví, estou vendo, você amanhecer pra mim.
Eu senti, estou sentindo, você acontecer aqui.
Eu vivi, estou vivendo, você e eu, assim.
E todas as teorias que eu tinha sobre isso estão à prova.
Você me colocou num terreno novo.
Me trouxe pela mão para uma terra desconhecida, que sempre escrevi sobre, sempre opinei e por tempo até evitei de ir, por mais que mil mapas eu tivesse.
Aqui estou, de turista à nativa, dia a dia, pouco a pouco, sem querer ir embora.
Alguns dirão que somos loucos, nós respondemos com nosso olhar, com nossas mãos dadas, com nosso sorriso cúmplice, com a plena certeza e satisfação de estar onde estamos: não somos, mas se isso é loucura, quero viver para sempre assim.
Expectativas, planos, teorias... medo, reservas, desconfianças... e daí? Isso não tem me feito fugir até aqui.
Você me ensina dia a dia como viver, o nosso jeito.
"Você sacou a minha esquizofrenia e manerou na condução"
Nossa condução, nosso jeito de dançar, de andar, de parar, de avançar, de sermos nós, intensos e plenos, por todos os instantes eternos que temos e queremos ter.
Eternidade? Conceito fugaz, banal, tema de bossa nova. Mas "para nós? Todo amor do mundo", até que... até quando? Respondemos pela eternidade dos nossos dias. Nossos. Sem contar o tempo, se perdendo na noção que antes tinhamos de tempos, relógios e calendários. Criamos nosso universo paralelo desde o dia em que nos conhecemos. Não foi proposital. Mas nossos olhos e ouvidos, nossas bocas e mãos, nosso sentimento e razão dançam num compasso sem precedentes, criam uma coreografia nova, todo dia, nos surpreendendo com a contagem que se faz eterna do nosso jeito de sentir.
E quando estou com você... quando paro e olho pra você... quando me dou conta de nós dois...
Sinto paz. Aquela nossa paz de coração.
Sinto certeza. De que nenhum lugar é mais certo de eu estar que ali, nos seus braços.
E te chamo de meu bem porque é bem o que você me traz.
E te chamo de meu lindo porque é cada vez mais lindo quem você me faz apreender.
E quando penso em nós dois... é em Amor que em penso!
"Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos encontramos numa esquina, num lugar comum" e decidimos levar a bagagem um do outro e o que mais estiver à mão. E vamos levando... Quem sabe por quanto tempo, quem sabe pra onde... Você me diz que sabe... E então eu paro de pensar, de cogitar, de duvidar, de desconfiar e querer provar. Eu paro, paro e confio, no que vejo e sinto e penso e vivo, em Nós(so) dois.
S2 M&H
Manuella Mirna
Mas não, não me contaram.
Eu ví, estou vendo, você amanhecer pra mim.
Eu senti, estou sentindo, você acontecer aqui.
Eu vivi, estou vivendo, você e eu, assim.
E todas as teorias que eu tinha sobre isso estão à prova.
Você me colocou num terreno novo.
Me trouxe pela mão para uma terra desconhecida, que sempre escrevi sobre, sempre opinei e por tempo até evitei de ir, por mais que mil mapas eu tivesse.
Aqui estou, de turista à nativa, dia a dia, pouco a pouco, sem querer ir embora.
Alguns dirão que somos loucos, nós respondemos com nosso olhar, com nossas mãos dadas, com nosso sorriso cúmplice, com a plena certeza e satisfação de estar onde estamos: não somos, mas se isso é loucura, quero viver para sempre assim.
Expectativas, planos, teorias... medo, reservas, desconfianças... e daí? Isso não tem me feito fugir até aqui.
Você me ensina dia a dia como viver, o nosso jeito.
"Você sacou a minha esquizofrenia e manerou na condução"
Nossa condução, nosso jeito de dançar, de andar, de parar, de avançar, de sermos nós, intensos e plenos, por todos os instantes eternos que temos e queremos ter.
Eternidade? Conceito fugaz, banal, tema de bossa nova. Mas "para nós? Todo amor do mundo", até que... até quando? Respondemos pela eternidade dos nossos dias. Nossos. Sem contar o tempo, se perdendo na noção que antes tinhamos de tempos, relógios e calendários. Criamos nosso universo paralelo desde o dia em que nos conhecemos. Não foi proposital. Mas nossos olhos e ouvidos, nossas bocas e mãos, nosso sentimento e razão dançam num compasso sem precedentes, criam uma coreografia nova, todo dia, nos surpreendendo com a contagem que se faz eterna do nosso jeito de sentir.
E quando estou com você... quando paro e olho pra você... quando me dou conta de nós dois...
Sinto paz. Aquela nossa paz de coração.
Sinto certeza. De que nenhum lugar é mais certo de eu estar que ali, nos seus braços.
E te chamo de meu bem porque é bem o que você me traz.
E te chamo de meu lindo porque é cada vez mais lindo quem você me faz apreender.
E quando penso em nós dois... é em Amor que em penso!
"Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos encontramos numa esquina, num lugar comum" e decidimos levar a bagagem um do outro e o que mais estiver à mão. E vamos levando... Quem sabe por quanto tempo, quem sabe pra onde... Você me diz que sabe... E então eu paro de pensar, de cogitar, de duvidar, de desconfiar e querer provar. Eu paro, paro e confio, no que vejo e sinto e penso e vivo, em Nós(so) dois.
S2 M&H
Manuella Mirna
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Não é brincadeira,nunca foi
Toda brincadeira tem um fundo de verdade"... aprendemos isso desde garotinhos.
Mas quando somos adultos e continuamos dizendo brincadeiras, elas são a forma que o inconsciente arranjou de dizer as nossas verdades não admitidas. São coisas que não assumimos para nós mesmos, que temos medo de tomar como verdade e é por isso que brincamos com elas, na velha brincadeira de criança de dizer verdades.
Um dia, talvez, se estará pronto para assumir essas verdades e elas vão passar de brincadeiras a realidades assumidas. Mas na hora certa, quando os adultos estiverem maduros como as crianças, que dizem as verdades que nunca pensamos ouvir.
Não sei se é sempre assim, nós brincando de dizer verdades, provavelmente não é, tudo tem suas exceções e suas relatividades... o tempo, o momento certo, o sentimento, tudo - ou quase tudo, se não se quer aqui construir absolutismos. Que seja assim: só um pensamento, da vida que passa, um sentimento de um momento, uma verdadezinha no vão de várias outras, não uma opinião imutável sobre tudo.
Manuella Mirna
Mas quando somos adultos e continuamos dizendo brincadeiras, elas são a forma que o inconsciente arranjou de dizer as nossas verdades não admitidas. São coisas que não assumimos para nós mesmos, que temos medo de tomar como verdade e é por isso que brincamos com elas, na velha brincadeira de criança de dizer verdades.
Um dia, talvez, se estará pronto para assumir essas verdades e elas vão passar de brincadeiras a realidades assumidas. Mas na hora certa, quando os adultos estiverem maduros como as crianças, que dizem as verdades que nunca pensamos ouvir.
Não sei se é sempre assim, nós brincando de dizer verdades, provavelmente não é, tudo tem suas exceções e suas relatividades... o tempo, o momento certo, o sentimento, tudo - ou quase tudo, se não se quer aqui construir absolutismos. Que seja assim: só um pensamento, da vida que passa, um sentimento de um momento, uma verdadezinha no vão de várias outras, não uma opinião imutável sobre tudo.
Manuella Mirna
Sou-Eu-Arte
Algumas pessoas pensam que só podemos falar de algo que efetivamente e absolutamente praticamos. Mas o que seria do mundo se todos esperassem ser experts para falar de alguma coisa ou apreciar algo? Seria um buraco oco e mudo infinitamente melancólico.
Eu mesma, não sei se sou artista no sentido lato do termo, com todos os pré-requisitos e parâmetros que o ofício em teoria exigiria... Também não sei se para ser artista é preciso tanta oficialidade assim... O mundo já é todo tão caixinha e burocrático... Penso que a Arte é justamente aquilo que vai contra a corrente, desafia as leis e ordens, as regras de decifração do mundo; desafia o mundo e a nós próprios, nos desafinando para que melhor nos afinemos; desafia o próprio artista que a pôs em circulação. Ela jamais se fecha, ela tem vida própria depois que criada e isso nenhuma lei oficial ou carteira de trabalho pode conter!
Bem, acho que ser artista vai além desse título oficial, bem como a Arte vai além de mais uma profissão institucionalizada que acaba na descrição paragrafal de uma universidade.
Então, sem pedir licença nem nada, eu falo Arte! Não sei se certo ou errado e acho que não há isso. Acredito que sou artista sim, não sei se boa ou ruim, mas isso não me importa, não mesmo. O que me importa é o que Sou a partir da Arte; o que me encontro sendo; o que me defino com ela; o que crio a partir dela; como sou mais completa com ela; como meu olhar através da Arte é mais Meu, pois quando olho para algo, não sei como é olhar somente, sem pôr Arte nisso. Digo, sem aquela Sensibilidade inata ao Ser que é tão vital quanto a respiração, que se me falta eu sufoco, que envolve e influencia a tantos - como a música -, que vê além do que existe trivialmente - como meus olhos!
Necessito da Arte e me misturo com ela. Primeiro por mim, para satisfazer a minha própria crise identitária de encontro com meu ser, de satisfação do meu ser, que nem sempre as coisas lá fora conseguem suprir. Depois pelo Outro: penso em arte como a tentativa de um ser humano fazer sorrir a outro ser humano, a tentativa de um elevar ao outro, a tentativa de um ser humano despertar as coisas mais belas no outro, mesmo que se faça isso a partir de uma estética bruta ou grotesca - nos termos de V. Hugo -, o objetivo final é o Belo, se não esteticamente, sim interiormente, na Alma do sujeito, a busca da Transcendência do que há de melhor no ser. A arte aspira a elevar a espécie! Nós precisamos disso. Precisamos dela. É o que o homem quer e mais deseja de si, mesmo que ele não saiba e não busque isso conscientemente, ele quer o melhor protótipo de si mesmo. Para que ele possa Ser Arte também, para que ele possa inspirar e ser inspirado pela própria espécie!
A prática da Arte advém desses pré-requisitos, não da formação acadêmica, da assinatura da carteira de trabalho, do reconhecimento em outdoors e top-5 das rádios, a Arte está aí, para (se) dar de graça, para ser em Essência, para se doar para quem tenha capacidade de recebê-la, de Sê-la e Doá-la novamente ao mundo, num ciclo Encantado de Vida e Arte.
Manuella Mirna
Eu mesma, não sei se sou artista no sentido lato do termo, com todos os pré-requisitos e parâmetros que o ofício em teoria exigiria... Também não sei se para ser artista é preciso tanta oficialidade assim... O mundo já é todo tão caixinha e burocrático... Penso que a Arte é justamente aquilo que vai contra a corrente, desafia as leis e ordens, as regras de decifração do mundo; desafia o mundo e a nós próprios, nos desafinando para que melhor nos afinemos; desafia o próprio artista que a pôs em circulação. Ela jamais se fecha, ela tem vida própria depois que criada e isso nenhuma lei oficial ou carteira de trabalho pode conter!
Bem, acho que ser artista vai além desse título oficial, bem como a Arte vai além de mais uma profissão institucionalizada que acaba na descrição paragrafal de uma universidade.
Então, sem pedir licença nem nada, eu falo Arte! Não sei se certo ou errado e acho que não há isso. Acredito que sou artista sim, não sei se boa ou ruim, mas isso não me importa, não mesmo. O que me importa é o que Sou a partir da Arte; o que me encontro sendo; o que me defino com ela; o que crio a partir dela; como sou mais completa com ela; como meu olhar através da Arte é mais Meu, pois quando olho para algo, não sei como é olhar somente, sem pôr Arte nisso. Digo, sem aquela Sensibilidade inata ao Ser que é tão vital quanto a respiração, que se me falta eu sufoco, que envolve e influencia a tantos - como a música -, que vê além do que existe trivialmente - como meus olhos!
Necessito da Arte e me misturo com ela. Primeiro por mim, para satisfazer a minha própria crise identitária de encontro com meu ser, de satisfação do meu ser, que nem sempre as coisas lá fora conseguem suprir. Depois pelo Outro: penso em arte como a tentativa de um ser humano fazer sorrir a outro ser humano, a tentativa de um elevar ao outro, a tentativa de um ser humano despertar as coisas mais belas no outro, mesmo que se faça isso a partir de uma estética bruta ou grotesca - nos termos de V. Hugo -, o objetivo final é o Belo, se não esteticamente, sim interiormente, na Alma do sujeito, a busca da Transcendência do que há de melhor no ser. A arte aspira a elevar a espécie! Nós precisamos disso. Precisamos dela. É o que o homem quer e mais deseja de si, mesmo que ele não saiba e não busque isso conscientemente, ele quer o melhor protótipo de si mesmo. Para que ele possa Ser Arte também, para que ele possa inspirar e ser inspirado pela própria espécie!
A prática da Arte advém desses pré-requisitos, não da formação acadêmica, da assinatura da carteira de trabalho, do reconhecimento em outdoors e top-5 das rádios, a Arte está aí, para (se) dar de graça, para ser em Essência, para se doar para quem tenha capacidade de recebê-la, de Sê-la e Doá-la novamente ao mundo, num ciclo Encantado de Vida e Arte.
Manuella Mirna
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Último latim pra ele
Foram lágrimas e decepções com ele. As alegrias não tinham mais vez.
Ele não quer deixá-la ir. Não quer vê-la ir. Quer ela ali, para sempre.
Mas não pode estar ali para ela...
Relação profissional?
Ela esbraveja dentro de si (e depois em seus ouvidos e olhos surpresos de sinceridade):
"Relação profissional? Antes de ser profissional ou pessoal eu sou humana. Eu não sei evitar minha humanidade.
Eu não saberia olhar para você sem me lembrar daquela garota e daquele garoto que estavam alí meses atrás, com brilho nos olhos, meio bobos e apaixonados; sem me lembrar da pessoa que você era aos meus olhos; do amor e da pureza que eu te dedicava. É um cenário que não preciso reviver ou estar [para sentir a dor que já me abrasa.]
E não porque me faz sofrer, porque não faz. Mas porque é um cenário que não se encaixa mais nas minhas memórias, que não condiz com a minha realidade. A história que você escreveu tão lindamente e não viveu, me deixou viver sozinha, não cabe mais na vida real. Sim, porque essa história que você pintou pra mim não é mais real, talvez nunca tenha sido.
Você não está mais na minha vida e não tem porque essa figuração mal ensaiada entre o nós, do papéis que costumávamos ser. Sejamos realistas e verdadeiros, não 'profissionais' - e falsos. Não estou mais na sua vida. Você quis assim, então me deixe ir embora de vez e não me faça ficar revisitando as memórias de um cenário que não pode caber mais em mim."
Manuella Mirna
Ele não quer deixá-la ir. Não quer vê-la ir. Quer ela ali, para sempre.
Mas não pode estar ali para ela...
Relação profissional?
Ela esbraveja dentro de si (e depois em seus ouvidos e olhos surpresos de sinceridade):
"Relação profissional? Antes de ser profissional ou pessoal eu sou humana. Eu não sei evitar minha humanidade.
Eu não saberia olhar para você sem me lembrar daquela garota e daquele garoto que estavam alí meses atrás, com brilho nos olhos, meio bobos e apaixonados; sem me lembrar da pessoa que você era aos meus olhos; do amor e da pureza que eu te dedicava. É um cenário que não preciso reviver ou estar [para sentir a dor que já me abrasa.]
E não porque me faz sofrer, porque não faz. Mas porque é um cenário que não se encaixa mais nas minhas memórias, que não condiz com a minha realidade. A história que você escreveu tão lindamente e não viveu, me deixou viver sozinha, não cabe mais na vida real. Sim, porque essa história que você pintou pra mim não é mais real, talvez nunca tenha sido.
Você não está mais na minha vida e não tem porque essa figuração mal ensaiada entre o nós, do papéis que costumávamos ser. Sejamos realistas e verdadeiros, não 'profissionais' - e falsos. Não estou mais na sua vida. Você quis assim, então me deixe ir embora de vez e não me faça ficar revisitando as memórias de um cenário que não pode caber mais em mim."
Manuella Mirna
sábado, 26 de janeiro de 2013
"veja bem, meu bem"
Você não pode vir.
Não vai chegar agora, nem amanhã, nem tão cedo.
Não adianta esperar grandes surpresas, a vida é real, um conto de fadas às avessas.
Então arrumei uma companhia e pus no teu lugar.
Não se preocupa, não é bem no teu lugar... é do meu outro lado, não o seu.
Ela está cada dia a mais comigo, e não posso mandá-la embora,
Se me despeço dela, digo adeus também a você, e não quero que se vão os dois.
Ela tem um bonito nome e é muito famigerada,
Alguns não podem com ela, dizem que ela os faz sofrer,
Outros a procuram, por uma certa dose de drama.
Meu caso é outro, bem diverso: ela simplesmente veio, se aboletou ao meu lado, sem pedir licença nem referências... não sei seu paradeiro, mas ela me toma com a propriedade de quem me conhece há anos.
Não se ofenda, amor...
Você não vai, não tem porque, pois quando você voltar mando ela embora.
Essa tal companhia inconveniente, te apresento: é a Saudade!
Muito fiel desde que você se foi... ela está na ausência que você deixou;
É uma ótima ouvinte... me deixa vagar livre por meus pensamentos mais sinceros;
Me faz rir muito... quando lembro do riso que você me abre;
Mas me faz ficar triste também, meu bem... por cada dia a mais que te quero e você não vem.
A Saudade nem sempre é boa comigo.
Mas ela te trouxe pra tão perto de mim desde a tua partida, que eu posso agradecê-la todos os dias e dizer, sem negar certo tom de masoquismo: "fique, ele ainda vai demorar a chegar!"
Manuella Mirna
Não vai chegar agora, nem amanhã, nem tão cedo.
Não adianta esperar grandes surpresas, a vida é real, um conto de fadas às avessas.
Então arrumei uma companhia e pus no teu lugar.
Não se preocupa, não é bem no teu lugar... é do meu outro lado, não o seu.
Ela está cada dia a mais comigo, e não posso mandá-la embora,
Se me despeço dela, digo adeus também a você, e não quero que se vão os dois.
Ela tem um bonito nome e é muito famigerada,
Alguns não podem com ela, dizem que ela os faz sofrer,
Outros a procuram, por uma certa dose de drama.
Meu caso é outro, bem diverso: ela simplesmente veio, se aboletou ao meu lado, sem pedir licença nem referências... não sei seu paradeiro, mas ela me toma com a propriedade de quem me conhece há anos.
Não se ofenda, amor...
Você não vai, não tem porque, pois quando você voltar mando ela embora.
Essa tal companhia inconveniente, te apresento: é a Saudade!
Muito fiel desde que você se foi... ela está na ausência que você deixou;
É uma ótima ouvinte... me deixa vagar livre por meus pensamentos mais sinceros;
Me faz rir muito... quando lembro do riso que você me abre;
Mas me faz ficar triste também, meu bem... por cada dia a mais que te quero e você não vem.
A Saudade nem sempre é boa comigo.
Mas ela te trouxe pra tão perto de mim desde a tua partida, que eu posso agradecê-la todos os dias e dizer, sem negar certo tom de masoquismo: "fique, ele ainda vai demorar a chegar!"
Manuella Mirna
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