sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Nós(so)

Se me contassem uma história assim eu não acreditaria. Acharia fofo, lindo, ótimo pra fazer uma música á la C.Falcão e bombar no tio tube.
Mas não, não me contaram.
Eu ví, estou vendo, você amanhecer pra mim.
Eu senti, estou sentindo, você acontecer aqui.
Eu vivi, estou vivendo, você e eu, assim.
E todas as teorias que eu tinha sobre isso estão à prova.
Você me colocou num terreno novo.
Me trouxe pela mão para uma terra desconhecida, que sempre escrevi sobre, sempre opinei e por tempo até evitei de ir, por mais que mil mapas eu tivesse.
Aqui estou, de turista à nativa, dia a dia, pouco a pouco, sem querer ir embora.
Alguns dirão que somos loucos, nós respondemos com nosso olhar, com nossas mãos dadas, com nosso sorriso cúmplice, com a plena certeza e satisfação de estar onde estamos: não somos, mas se isso é loucura, quero viver para sempre assim.
Expectativas, planos, teorias... medo, reservas, desconfianças... e daí? Isso não tem me feito fugir até aqui.
Você me ensina dia a dia como viver, o nosso jeito.
"Você sacou a minha esquizofrenia e manerou na condução"
Nossa condução, nosso jeito de dançar, de andar, de parar, de avançar, de sermos nós, intensos e plenos, por todos os instantes eternos que temos e queremos ter.
Eternidade? Conceito fugaz, banal, tema de bossa nova. Mas "para nós? Todo amor do mundo", até que... até quando? Respondemos pela eternidade dos nossos dias. Nossos. Sem contar o tempo, se perdendo na noção que antes tinhamos de tempos, relógios e calendários. Criamos nosso universo paralelo desde o dia em que nos conhecemos. Não foi proposital. Mas nossos olhos e ouvidos, nossas bocas e mãos, nosso sentimento e razão dançam num compasso sem precedentes, criam uma coreografia nova, todo dia, nos surpreendendo com a contagem que se faz eterna do nosso jeito de sentir.

E quando estou com você... quando paro e olho pra você... quando me dou conta de nós dois...
Sinto paz. Aquela nossa paz de coração.
Sinto certeza. De que nenhum lugar é mais certo de eu estar que ali, nos seus braços.
E te chamo de meu bem porque é bem o que você me traz.
E te chamo de meu lindo porque é cada vez mais lindo quem você me faz apreender.
E quando penso em nós dois... é em Amor que em penso!

"Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos encontramos numa esquina, num lugar comum" e decidimos levar a bagagem um do outro e o que mais estiver à mão. E vamos levando... Quem sabe por quanto tempo, quem sabe pra onde... Você me diz que sabe... E então eu paro de pensar, de cogitar, de duvidar, de desconfiar e querer provar. Eu paro, paro e confio, no que vejo e sinto e penso e vivo, em Nós(so) dois.

S2    M&H

Manuella Mirna 

Nenhum comentário:

Postar um comentário