quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Último latim pra ele

Foram lágrimas e decepções com ele. As alegrias não tinham mais vez.
Ele não quer deixá-la ir. Não quer vê-la ir. Quer ela ali, para sempre.
Mas não pode estar ali para ela...
Relação profissional?

Ela esbraveja dentro de si (e depois em seus ouvidos e olhos surpresos de sinceridade):
"Relação profissional? Antes de ser profissional ou pessoal eu sou humana. Eu não sei evitar minha humanidade.
Eu não saberia olhar para você sem me lembrar daquela garota e daquele garoto que estavam alí meses atrás, com brilho nos olhos, meio bobos e apaixonados; sem me lembrar da pessoa que você era aos meus olhos; do amor e da pureza que eu te dedicava. É um cenário que não preciso reviver ou estar [para sentir a dor que já me abrasa.]
E não porque me faz sofrer, porque não faz. Mas porque é um cenário que não se encaixa mais nas minhas memórias, que não condiz com a minha realidade. A história que você escreveu tão lindamente e não viveu, me deixou viver sozinha, não cabe mais na vida real. Sim, porque essa história que você pintou pra mim não é mais real, talvez nunca tenha sido.
Você não está mais na minha vida e não tem porque essa figuração mal ensaiada entre o nós, do papéis que costumávamos ser. Sejamos realistas e verdadeiros, não 'profissionais' - e falsos. Não estou mais na sua vida. Você quis assim, então me deixe ir embora de vez e não me faça ficar revisitando as memórias de um cenário que não pode caber mais em mim."

Manuella Mirna

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