sábado, 11 de agosto de 2012

Então, voltar ou seguir?

Existe um ditado chinês que diz mais ou menos assim: o passado é história, o futuro é desconhecido, o presente, como o próprio nome diz, é uma dádiva.

Infelizmente, na maioria das vezes, fazemos tudo ao contrário: nos apegamos excessivamente ao passado, tememos o futuro e não valorizamos o hoje, o dia a dia, o presente.


Ví uma história que me ajudou a pensar um pouco mais sobre isso. No filme, o mocinho não deixava que o rio do passado corresse, se pedrou em momentos passados que não pode consertar; passou a querer um futuro diferente, mas não vivia o presente com o devido valor e atenção...

O que ele entendeu no fim do filme é que "não se muda o que já foi". Quando tentamos mudar o passado e nos prendemos como loucos aos detalhes irreversíveis do tempo transcorrido, nos aprisionamos ao paradoxo do nada e nunca mais temos futuro. Ele entendeu, então, que "o passado e o futuro se entreleçam, eles precisam um do outro para acontecer". Precisam que um deixe o outro ir para que o outro possa surgir.

Por mais difícil que tenha sido o que passou, por mais insatisfeitos que tenhamos ficado com algumas situações, temos que entender que já foi. Se aprisionar a memórias é permanecer no caos dos nossos pensamentos, se impedindo de viver o presente, agradecer por ele, valorizá-lo, cuidar para que ele seja bom e recompensador. E se prendendo ao que já não é mais, deixando correr entre os dedos o que está na nossa frente, perdemos a possibilidade da vitória, da felicidade, do futuro. Que, sim, não será só de sorrisos e conquistas, mas será muito melhor do que o passado, porque aprendemos com ele e, como alunos espertos, não repetiremos os erros que já cometemos. Mas, o que é também importante e que o mocinho custou a entender, é que se não deixarmos o passado ir embora, passar, correr... se não nos despedirmos dele, nosso presente será um pesado e desnecessário fardo, e nosso futuro será de insatisfação e remorso, por ter perdido aquilo que podíamos ter valorizado e por teimosia não cuidamos para pensar num passado que já tinha se ido.

Afinal, quando tentamos mudar o passado e nos prendemos como loucos aos detalhes irreversíveis do tempo transcorrido, nos aprisionamos ao paradoxo do nada e nunca mais temos futuro!

Supere o que passou, valorize as oportunidades que gritam a sua porta e queira construir um futuro radiante, não perfeito, é claro, mas será ótimo se quiseres tentar fazê-lo ser feliz.

 Leve consigo só o que vale a pena, e não olhe pra trás.


Manuella Mirna

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