sábado, 3 de março de 2012

50%

Outra vez, um filme.
É, como se diz por aí, a vida imita o filme ou o filme imita a vida... Bem, dos dois jeitos me parece interessante. Mas neste caso, se a vida imitar, em parte, o filme, seremos bem melhores que agora.

Para quem não sabe, 50/50 é um filme que conta a história de um jovem de 27 anos que, em um momento um tanto sem graça de sua vida, é "agitado" por uma novidade, um câncer raro do qual ele tem 50% de chance de curar-se, ou seja, 50% de chance de morrer.
Bem, sendo bem objetiva, ele teria todos os motivos para desesperar-se... Mas sabe, por alguma razão, ele se manteve firme... Só teve uma crise, na madrugada anterior à cirurgia que definiria sua vida, já que a quimio não tinha surtido efeito.

Não irei contar a história dele aqui, nem pretendo ser crítica de cinema, apenas digo que - talvez eu perca um pouco pela comparação generalista - como toda coisa boooa da vida, nem tempo se gasta para assistir.

* Em coisas boas, a gente investe tempo. E com as coisas - por favor, estenda essa palavra - impagáveis e insubstituíveis, a gente tem o privilégio de não contar o tempo... *

Mas então, pela mesma razão já aqui irreconhecida, ele consegue ir retomando a rédea e o sentido de sua vida no meio do caos que vivenciava com seu câncer...
Ao fim, o jovem sai vivo e bem da cirurgia.
Depois de transcorrido alguns dias da recuperação, uma pessoa chave na sua vida, durante a doença e daquele dia em diante, faz a seguinte pergunta final do filme: "E agora?"

E como não podia deixar de ser, jogo no ar: E agora?
O que vem depois?
...
O que veio antes?
...
Importa?
...
O que fazer?
Parar, repensar?
Será que se foge disso?
Ou não?
...
E aí?
Como viver de hoje em diante?

Não quero responder a isso tudo, não me reservo tanta audácia...
Talvez poderia me atrever dar unas dicas atemporais:

- não parar necessariamente, mas repensar.

- não ser impiedoso, mas queimar tudo que atravanca o seu caminho, os seus sentimentos e você enquanto realidade e projetos.

(não repita isto em casa, ok?! O "queime" é metafórico!)

- não fazer alarde sobre, mas fazer de uma vez por todas aquilo que você quer e sabe que deve tentar.

- não vai ser fácil, mas sorria.


Principalmente quando nada parece fazer sentido, quando você estiver cansado de insistir, quando não estiver encontrando as respostas... Sorria. Vai ser gostoso. Isso vai te ajudar a cumprir um importante passo:

- cruzar o rio! Mudar de fase, derrotar algum temido chefão. Passar de uma margem a outra e perceber que também há felicidade do outro lado do rio para você.

Ah, já ia esquecendo, enquanto à razão irreconhecida pela qual ele sempre viveu e vivenciou seu câncer... acredito que cada um a nomeou segundo o sentido que faz para si... eu a chamo Sonho.

E lembrando, sem fugir do clichê, que cabe a nós as escolhas sobre nossa vida.

E agora?

Manuella Mirna

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