segunda-feira, 30 de abril de 2012

Indizível

Há momentos que deixam até escritora sem palavras...
O que dizer então, senão que sou apaixonada por você em verso e prosa; em cada rima e ritmo; em cada parágrafo; em cada palavra que te caracteriza, te faz ser, não ser e sugerir infinitas possibilidades; que sou apaixonada por você em cada metáfora que tenta te descrever sem sucesso, explicando o indizível...
Mas principalmente, sou apaixonada por você nas palavras que não são ditas, aquelas que só os teus olhos podem me dizer, e só a mim.
E é no brilho do teu olhar que eu encontro o que nem as palavras podem dizer... Ainda bem.

Manuella Mirna

Nossa eternidade

Eu nunca vou saber inteiramente quem és, 
Mas para mim basta que sejas. 
Eu soube,
"Somos eternos por sermos finitos." 
É assim com os momentos. 
Com os nossos momentos.
Mas mesmo que eles sejam breves, 
Eu procurarei outros, 
Para preencher toda a extensão dos nossos dias, 
Os de agora e os de amanhã.
Porque no nosso mundo, te vejo entrando por um tapete, linda, enquanto eu te espero para ficar comigo; te vejo dormindo enquanto penso que não precisa esforço para me apaixonar por você todos os dias; vejo nossas brigas quase inevitáveis serem esquecidas facilmente, e às vezes não; me vejo feliz amanhã e em todas as minhas memórias futuras, onde você está; te vejo declarar o amor de várias formas, principalmente sem nenhuma palavra; e sei que vou estar bem, mesmo na confusão que somos nós, sem esperar pelo momento seguinte, porque não contamos as horas quando há felicidade.


Manuella Mirna

O que é mesmo?

Muitas vezes o que se acha ser prudência é medo. 
Tantas vezes quem você acha que combina com você é um quadro sem profundidade. 
Inúmeras vezes você espera pelas próximas oportunidades, pelo ano que vem, pelo tal momento certo...

Mas quem dirá o momento certo se você não sai do lugar? 
Quanto se tem que esperar até a próxima chance? 
Quem dará o primeiro passo senão você mesmo?


Manuella Mirna

O amor é filme...?

"O amor é filme..." e o filme ensina que a gente só é feliz quando somos nós mesmos. 
Amar é ser finalmente você. 
Nunca forcem uma compatibilidade perfeita. Nem sempre o que parece perfeito o é. 
Amor é algo que não se testa, se sabe, se sente quando se encontrou.


Manuella Mirna

Rasgando o embrulho

Há um provérbio chinês que diz que o passado é história, o futuro mé sonho e o presente, como o próprio nome diz, é um presente de Deus. 
Devíamos tratar nossos dias assim... 
As crianças pegam um presente, rasgam o embrulho com entusiasmo e passam o dia agarradas com ele. Os adultos perderam essa sensação. 
Se todos fossem crianças ao abrir o presente diário, que é a vida, todo dia, ao nascer do sol, haveria mais sorrisos no mundo.


Manuella Mirna

terça-feira, 24 de abril de 2012

O fantasma se rende

... Seu argumento era a distância de volta a Goiânia e seu filho a ser operado.
Perguntei sobre Goiânia - detalhes que um nativo saberia; perguntei de seu filho, a doença dele e o olhar do menino frente a tudo isso - paisagens que só um pai saberia.
Parei aí.
Ele soube tudo me narrar, com a fidelidade de uma criança, com a proeza de um nativo, com o olhar amoroso e dolorido de um pai.
Sem chance para uma parte de mim. Aquela parte, que atende por 'fantasma da minha desconfiança', que me assombra por vários segundos, que sempre me ameça perder o mais belo e singelo da vida... ela, se convenceu e deixou a mansão por um belo instante, talvez sem hora pra voltar, quem sabe talvez não volte... ainda bem!

Manuella Mirna

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Em qual fila entrar?

Ví esta notícia já há um certo tempo, mas, por alguma razão, ela ainda é atual e será por um bom tempo, imagino:

"15/12/2011 20h47 - Atualizado em 15/12/2011 20h48

Usuário sai de casa sete horas antes para garantir iPhone 4S

(fulano) já espera para comprar o aparelho em São Paulo. Novo iPhone começa a ser vendido à 0h desta sexta-feira (16).

Ele diz que tem um iPhone 4, mas só conseguiu comprar o aparelho uma semana depois do lançamento no país, porque já havia esgotado. Com o iPhone 4S, ele afirma que não quis correr esse risco. O desenvolvedor diz ter vários aparelhos da Apple: um MacBook Pro, um iPad 2, um iPod Nano e um iPhone. Além disso, (fulano) relata ter comprado um smartphone com o sistema Android, do Google, há três meses. “Vou vender assim que comprar o iPhone 4S, porque ele é muito lento”, disse."

É né... Boa motivação.

Ok, isso não foi uma ironia.

Não sou contra a tecnologia, não saio por aí dizendo que devemos voltar à tv preto e branco, ao teleférico ou mesmo às cavernas. Não.

Cada época histórica tem seu desenvolvimento e é bom que seja assim. Muitas boas mudanças são feitas na vida individual e em sociedade por conta da tecnologia, e de qualquer outra forma de avanço.

Mas não nego, achei no mínimo curioso a motivação, a espera, a pressa, a necessidade...!!! Nunca imaginei que pudesse ser tão normal e aplaudida a nossa dependência sobre os brinquedinhos modernos.

Também não escondo o espanto quando lí "usuário". Palavra comum né?! Mas que me lembrou a expressão "usuário de drogas". Tudo bem, desculpe se estiver exagerando, mas me parece que nós passamos, sem perceber, de cidadãos para consumidores para "usuários" (viciados em novidades de consumo hi-tech).

Não quero boicotar os iPhones, smarts, tablets, ou seja lá o que venha... Só me chama atenção a espera ansiosa que se vê por aí pelos apetrechos tecnológicos; e a fila formada para a compra do iphone da notícia; e a lotação que ví durante a primeira semana da loja da Apple, aqui, no shop Recife; e a certa competição que vejo pelas ruas, do tipo "nossa, esse seu mp3 é uma relíquia, vê só esse meu mp16..." (não quero nem pensar o que ela diria do meu celular!). E muito mais me assombra o fato oculto a tudo isso: a segregação social de quem não tem acesso à alta tecnologia.

Infelizmente, isso não é um tema de redação de vestibular somente, não pára nos estudos para o Enem ou nas discussões clichês de época de campanha, é uma realidade: o desenvolvimento tem criado vários lados da mesma moeda, um deles é, sem dúvida, o aumento das diferenças e preconceitos sociais.

Não vou inflamar mais um texto, aqui é mais uma conversa de jardim... Para que nós todos pensemos um pouco mais na parte de SER humanos, para que a gente não automatize os nossos atos, se deixe levar pelos desejos da multidão, pela opinião do senso comum, pelos ditames do mercado... Para que a gente não perca o questionamento natural da parte de sermos seres PENSANTES, para que não vire modismo o "não-diálogo", para que não seja tachado de "viajado" aquele que levanta o dedo e diz não concordar.

Não acho que boicotar a hi-tech seja a solução. Mas acredito que precisamos ir menos pelas marcas, modas, marketing e coisas do tipo; que precisamos perceber os limites aceitáveis de cada situação: até onde é saudável um "luxo" e até onde esse "luxo" virou nossa prioridade, até que ponto ele nos determina, define e completa... Somos mais ou menos por sermos Nike, Apple ou Volvo? Acho que não.

Fica a dica: se fôssemos um poco mais competitivos e influenciáveis para ouvir mais o outro, ter mais paciência, sermos mais gentis, sentir mais, compreender mais, fazer mais e melhor... Enfim, se fôssemos alvos-fáceis também para pegar a moda do bom exemplo, no dia de amanhã o Sol brilharia mais forte e os sorrisos seriam menos materialistas, seriam dados sem medo ou pretensão, seriam dados de graça.

Manuella Mirna